Ancelotti já perdeu para time da Moldávia dentro do Bernabéu e ainda assim foi campeão — a França pode relaxar?
A história do técnico francês mostra que tropeços na fase de grupos nunca foram obstáculo para conquistar a Europa

Perder para o Sheriff Tiraspol, da Moldávia, dentro do Santiago Bernabéu. Cair para o AEK na Grécia. Empatar 0 a 0 com o Celtic em Glasgow. Carlo Ancelotti já viveu tudo isso — e levantou a taça no final.
É exatamente essa trajetória que sustenta a tese do colunista PVC, no UOL Esporte: para Ancelotti, a estreia não define nada.
A primeira Champions League do treinador começou com uma vitória sem brilho, mas a campanha inteira teve quatro derrotas e cinco empates ao longo de 16 jogos. O troféu veio do mesmo jeito. Na segunda conquista europeia, pelo Milan, ele empatou, perdeu, empatou de novo — e ainda assim chegou lá.
"Pressão não tive nenhuma vez tão grande quando no Real Madrid, para ganhar a décima Champions. E a pressão não fez mal", disse Ancelotti à revista Sportsweek, da Gazzetta dello Sport.
O ponto não é que ele planeja tropeçar. É que ele sabe exatamente o que fazer quando tropeça.
E a França chega à Copa do Mundo de 2026 com Ancelotti no comando, carregando esse histórico como escudo. O modelo da Golmetria coloca os franceses com 9,3% de chance de título — número que, sozinho, pode parecer modesto, mas que reflete um grupo I competitivo e o peso de qualquer campanha longa num torneio de Copa do Mundo.
No mercado, a probabilidade implícita fica em torno de 14,7%.
A questão que fica para o torcedor francês — e para quem acompanha de longe — é simples: se Ancelotti já foi campeão da Europa tropeçando em times da Moldávia, o que um resultado ruim na estreia da Copa realmente significa? A história diz que pode não significar nada. O torneio começa a responder em breve.