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Futebol em números

GOLMETRIA

Como funciona o Índice Golmetria

Nossos ratings, probabilidades e a camada de valor — o que o modelo faz, o que já está no ar e como nos mantemos honestos.

O Índice Golmetria é um sistema de rating e previsão para o futebol de clubes brasileiro. Sua função é prever, não premiar: ele estima o que vai acontecer, não quem merece estar bem ranqueado. Toda saída é uma probabilidade — e probabilidades às vezes erram. É a natureza da coisa, e a razão de existir um mercado de apostas.

Ele é projetado de forma independente. Parte de ideias públicas e consolidadas — ratings Elo, a literatura de gols esperados (xG), modelos de placar de binomial negativa — e as implementa do zero, sobre dados próprios. Não usa, copia nem republica os ratings de nenhum modelo proprietário.

Esta página é a descrição canônica e versionada do modelo. É análise, para maiores de 18 anos, sobre operadoras licenciadas (bet.br) — nunca recomendação de aposta, nunca uma garantia.

Os dados

O modelo lê resultados de jogos encerrados e gols esperados (xG) de um provedor de dados licenciado, e o calendário de partidas ao vivo — horários de jogo nunca são fixados no código. O xG é a entrada-chave: ele remove a sorte na finalização e a variância do goleiro, descrevendo como a partida deveria ter sido melhor do que o placar isolado. Onde não há xG (divisões inferiores, alguns jogos estaduais), o modelo recorre aos gols e amplia a incerteza.

O Índice — rating de força

No centro está o Índice, um rating no estilo Elo em que 1500 é o clube médio, as atualizações são soma zero entre os dois times, e todo número é contemporâneo — calculado apenas com a informação disponível na época, sem reescrever o passado.

Após cada jogo, o Índice de um clube se move em direção ao resultado, na medida em que ele foi surpreendente. Quatro escolhas moldam essa atualização:

Clubes recém-promovidos, sobre os quais sabemos pouco, se atualizam mais rápido em seu primeiro trecho na elite e depois se acomodam no ritmo normal.

Pendor — a inclinação para mais/menos gols

O Índice responde quem vence; não diz nada sobre quantos gols. Sozinho, o modelo esperaria o mesmo total em todo jogo, apenas redistribuindo-o entre os lados pela força. O Pendor é o segundo rating que corrige isso — uma inclinação de movimento lento que acompanha se os jogos de um clube tendem a ter mais ou menos gols do que a força sozinha sugere, e que alimenta o mais/menos gols. Ele se move com cautela: gols são ruidosos, então ele regride forte ao neutro e só uma tendência persistente aparece. Calibrado em quinze temporadas de histórico, ativá-lo melhora de forma mensurável o mercado de mais/menos.

Dos ratings às probabilidades

Dois ratings só viram previsão quando se tornam uma distribuição de placares. Para cada jogo, o modelo projeta o total de gols (uma base de gols da liga inclinada pelo Pendor), divide-os entre os lados pela força e monta uma matriz de placar — a probabilidade de cada resultado exato — usando uma distribuição binomial negativa, e não Poisson. A binomial negativa é super-dispersa: comporta os empates a mais e as goleadas ocasionais que o futebol real produz e que a Poisson não captura. Em cima disso aplicamos uma pequena correção de Dixon-Coles, para que os dois placares não sejam tratados como estritamente independentes — a independência subestima os empates. Calibrada nesta temporada, é um ajuste suave (a binomial negativa já leva a taxa de empates para perto de onde deveria estar), mas é a correção clássica e está no modelo no ar. Somando essa matriz saem os mercados publicados: 1X2, mais/menos gols e ambas marcam.

Projeção da temporada

Para transformar previsões de jogo em briga por título, vaga na Libertadores ou luta contra o rebaixamento, o modelo roda uma simulação de Monte Carlo das partidas restantes milhares de vezes. Ela roda a quente — dentro de cada temporada simulada os ratings se atualizam conforme os resultados ocorrem, de modo que sequências se reforçam de forma realista — e reporta a probabilidade de cada clube terminar em cada posição. É o mapa de probabilidades de classificação e a tabela projetada na página do Índice.

A camada de valor

Esta é a parte que a maioria dos modelos mantém em segredo, e a razão de a Golmetria existir. Para um dado mercado, comparamos a nossa probabilidade com a probabilidade justa do mercado:

  1. Pegamos as odds das casas e removemos a margem (de-vig) para recuperar a linha justa do mercado.
  2. O edge é a nossa probabilidade menos essa probabilidade justa.
  3. O valor esperado é calculado na melhor cotação realmente disponível — o preço que você conseguiria pegar, não uma média — porque só há valor a um preço que dá para obter.

Quando um edge supera um limiar, nós o sinalizamos e publicamos juntos a probabilidade do modelo, o preço e o edge — para você ver o raciocínio, nunca um "palpite" solto. Qualquer menção a disciplina de stake é tratada como análise de Kelly fracionado, jamais uma ordem e jamais um valor.

Como nos mantemos honestos

Transparência é a marca, então o modelo é feito para ser avaliado em público. Acompanhamos, e publicaremos à medida que o histórico se acumula:

Relatar com honestidade os períodos de perda é o ponto, não um constrangimento. A metodologia é versionada e datada, e as mudanças ficam registradas.

O que já está no ar, e o que vem

Publicamos apenas o que está construído. No ar agora: o Índice (Elo com a mistura de xG e gols); a inclinação de mais/menos gols do Pendor; a matriz de placar de binomial negativa com Dixon-Coles; a projeção de temporada por Monte Carlo e o mapa de classificação; a camada de valor (de-vig → edge → valor esperado na melhor cotação); e o acompanhamento de CLV/acurácia, que vai se preencher quando a temporada voltar e as casas precificarem os jogos.

No roteiro: um prior de valor de mercado do elenco com reversão a cada janela de transferências (que acrescentaria ao Pendor uma divisão entre ataque e defesa); um mando de campo mais rico (viagem e altitude); Copa do Brasil e competições continentais; e o histórico publicado. Preferimos entregar um modelo menor e honesto a alardear um modelo maior.

Limitações e uso responsável

É um modelo, não uma bola de cristal. Um valor esperado positivo ainda perde apostas individuais — a camada de valor administra a variância, não a elimina. Comparações entre ligas se apoiam em poucos jogos e carregam margens de erro maiores, e mudanças de elenco, lesões, maratona de jogos e motivação movem partidas isoladas de formas que nenhum modelo captura por inteiro.

Tudo aqui é análise estatística, não recomendação de aposta, destinada a maiores de +18, sobre operadoras licenciadas (bet.br). Apostar não é fonte de renda. Jogue com responsabilidade — e, se deixar de ser diversão, pare e procure ajuda.