O arcebispo citou Messi na missa da independência — e a Argentina joga uma semifinal neste sábado
Na véspera do duelo com a Suíça, o arcebispo de Buenos Aires usou palavras de Messi em sermão. A Argentina quer transformar a mensagem em título.

Não é todo dia que um jogador de futebol vira tema de sermão. Mas Lionel Messi não é todo jogador.
Nesta quinta-feira (9), o arcebispo de Buenos Aires, Jorge García Cuerva, citou o camisa 10 durante a missa do Dia da Independência — na frente do presidente Javier Milei, na Catedral de Buenos Aires. O tema era união. E o exemplo escolhido foi Messi.
"Quando nós, argentinos, lutamos juntos e permanecemos unidos, somos capazes de alcançar tudo aquilo que nos propomos", disse o arcebispo, reproduzindo trecho de uma publicação que o craque fez após o tricampeonato no Catar, em 2022, segundo o ge.
A mensagem caiu como uma luva. Dois dias depois, neste sábado (11), a Argentina enfrenta a Suíça em Kansas City por uma vaga na semifinal da Copa do Mundo.
O caminho até aqui já teve drama de sobra. Contra o Egito, a Argentina estava perdendo aos 34 minutos do segundo tempo — e virou com três gols em menos de 12 minutos. Messi marcou aos 38 do segundo tempo, de dentro da área. Milagre? Talvez. Mas o tipo de milagre que só ele produz.
Do outro lado, Mohamed Salah deixou o torneio de cabeça erguida. Aos 34 anos, o maior artilheiro da história do Egito reconheceu a dor da eliminação, mas prometeu mais: "Esse time merece a confiança de vocês", escreveu, segundo o ge. Para o Egito, foi a melhor campanha da história — em 1934, 1990 e 2018, nem saiu da fase de grupos.
O modelo da Golmetria coloca a Argentina com 22,3% de chance de título — o maior índice entre todos os times restantes. Para os anfitriões dos EUA, esse número cai para 0,21%.
A palavra já foi dita no altar. Agora, Messi precisa dizê-la no gramado de Kansas City.