Os camisas 9 da Argentina acordaram na hora certa — e agora a Inglaterra vai sentir
Por cinco jogos, os camisas 9 argentinos somaram um gol. Aí chegou o mata-mata — e tudo mudou. A Albiceleste não é mais só Messi.

Por cinco jogos, a Argentina foi basicamente um time de um homem só. Lautaro Martínez e Julián Álvarez somaram um único gol entre os dois — de pênalti, ainda por cima. Messi carregava, Messi resolvia, Messi era a Copa do Mundo argentina.
Aí o mata-mata chegou. E os camisas 9 finalmente apareceram.
Contra o Egito, nos acréscimos, Álvarez desarmou dentro da área e lançou Lautaro em contra-ataque. O centroavante avançou pela direita e cruzou na medida para Enzo Fernández cabecear. Não foi gol de Lautaro, mas foi a jogada dele. O pontapé para a virada de chave.
A grande exibição veio mesmo diante da Suíça, nas quartas. Com o placar empatado em 1 a 1 e a prorrogação se arrastando, Julián Álvarez recebeu de Flaco López, ficou de fora da área e acertou um chute no ângulo que não deu chances ao goleiro. Golaço. Argentina na semifinal.
O confronto agora é contra a Inglaterra — um dos clássicos mais carregados da história das Copas do Mundo. E pela primeira vez no torneio, a Albiceleste chega com mais de uma ameaça real no ataque.
O modelo da Golmetria enxerga a Argentina como a segunda força do torneio, com 22,88% de chance de título. O mercado, segundo dados disponíveis, é bem mais cético — probabilidade implícita de 7,49%. Uma divergência que conta uma história: quem viu Lautaro e Álvarez nas últimas semanas entende o otimismo do modelo.
Messi continua sendo Messi. Mas a Argentina que enfrenta a Inglaterra não precisa mais depender só dele. E isso, para os adversários, é o dado mais assustador de todos.