O manual secreto de Ancelotti para travar Haaland — e o Brasil vai precisar dele nas oitavas
Em 8 duelos contra Haaland, Ancelotti nunca apostou em marcação individual. Veja a estratégia que pode definir o Brasil nas oitavas da Copa.

Haaland não se para com um marcador. Ele se para com um time inteiro. Essa é a convicção de Carlo Ancelotti — e nas oitavas de final da Copa do Mundo, contra a Noruega, o Brasil vai precisar acreditar nisso também.
O ge mapeou os oito confrontos do treinador italiano contra o "Cometa" ao longo da carreira, pelo Real Madrid e pelo Napoli. Resultado: duas vitórias, quatro empates e duas derrotas. Uma relação complicada, mas cheia de lições.
A mais importante delas veio na semifinal da Champions de 2023. Às vésperas do jogo, Ancelotti foi direto: "Nosso plano de jogo não é parar um jogador específico. É parar o time inteiro". O Real empatou por 1 a 1 — e Haaland quase não tocou na bola em condições de finalizar. O The Guardian destacou na época que a marcação coletiva sufocou o norueguês.
O segredo? Antonio Rüdiger. O zagueiro alemão ficou encarregado dos duelos físicos com Haaland, sempre com cobertura dos companheiros. Funcionou tão bem que o próprio Rüdiger comentou depois: "No primeiro jogo, acho que todos nós fizemos um ótimo trabalho ao anular o Haaland".
A estratégia se repetiu em 2024, desta vez inspirada no Arsenal — bloco baixo, linhas compactas, proteção constante da área. O Real empatou por 1 a 1 e avançou nos pênaltis. "O fato de ele não ter aparecido muito no primeiro jogo é mérito da nossa defesa", disse Ancelotti.
Mas o norueguês também venceu batalhas. No confronto mais recente, em fevereiro de 2025, Haaland marcou duas vezes — uma de pênalti — e o plano antiHaaland não funcionou da mesma forma.
A lição que fica: quando Ancelotti conseguiu isolar o atacante do abastecimento dos companheiros, o perigo diminuiu. Quando falhou nisso, o "Cometa" explodiu.
O modelo da Golmetria dá ao Brasil 61,6% de chance de chegar às quartas. Mas para isso, a Seleção precisa resolver primeiro o maior teste individual da Copa até agora.
Como Ancelotti vai montar a defesa sem Paquetá — e quem vai ser o "Rüdiger brasileiro" — é a pergunta que o torcedor verde-amarelo não consegue parar de fazer.