Messi aos 39 anos está fazendo coisas que ele mesmo só fez com 23
Com 8 gols e dribles que ele mesmo só fez com 23 anos, Messi chega à semifinal desafiando o tempo — e mirando o recorde histórico de Just Fontaine.

Quando Messi assinou com o Inter Miami na MLS, o mundo do futebol torceu o nariz. Liga menor, retiro dourado, fim de carreira disfarçado de férias eternas. Quatro anos depois, o homem de 39 anos está na semifinal da Copa do Mundo igualando marcas que ele mesmo havia feito com 23.
No jogo contra a Inglaterra, Messi completou nove dribles num único jogo — o mesmo número que ele havia conseguido contra a Alemanha em 2010, quando tinha mais de quinze anos a menos. Esse era o seu recorde em partidas de Copa. Ele o igualou agora, na sexta participação mundialista, como se o tempo fosse opcional.
E não para por aí. Leo acumula participação em gol — marcando ou assistindo — em 13 partidas consecutivas pelo Inter Miami ou pela Seleção. É a segunda sequência mais longa de toda a sua carreira, atrás apenas de uma série de 14 jogos em 2011, segundo a Marca.
Na artilharia, Messi lidera a Chuteira de Ouro com oito gols, à frente de Haaland (sete), Kane e Bellingham (seis cada). Com dois jogos ainda pela frente, ele também se aproxima do que parecia intocável: os 13 gols de Just Fontaine numa única Copa, marca construída em 1958, em apenas seis partidas.
O modelo da Golmetria coloca a Argentina com 33% de chance de título — a segunda maior probabilidade do torneio. Com Messi nessa forma, esse número pode até parecer conservador.
A pergunta que o futebol inteiro está fazendo agora não é se Messi ainda tem condições. É até onde ele vai chegar antes que alguém consiga pará-lo.