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Messi aos 39, Ronaldo aos 41 — e uma jornalista que não se surpreenderia se os dois fossem à próxima Copa

Emma Hayes argumenta que os melhores atacantes do mundo estão redefinindo a longevidade — e que Messi e Ronaldo podem não ter dito adeus à Copa.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre novidade de Argentina na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

Messi tem 39 anos. Ronaldo tem 41. E, segundo Emma Hayes, isso pode não ser o fim — pode ser o prelúdio para mais uma Copa do Mundo.

A treinadora escreveu no The Guardian que o conjunto de habilidades exigido de um centroavante moderno de elite favorece a longevidade. Para ela, o segredo não está mais nas pernas — está na cabeça. "A lot of the important things are in the brain rather than in the engine", escreveu Hayes, em análise sobre os veteranos desta Copa.

O argumento é simples e poderoso: posicionamento, instinto, timing — essas qualidades não envelhecem da mesma forma que a velocidade. E quem passou décadas dominando áreas lotadas sabe exatamente onde estar antes de todo mundo.

Hayes foi além e fez uma previsão ousada: acredita que o recorde de gols numa única Copa do Mundo — 13 marcados por Just Fontaine em 1958 — pode ser quebrado neste torneio. O nível dos atacantes em campo, diz ela, é excepcional.

O modelo da Golmetria coloca a Argentina como uma das favoritas ao título, com 20,26% de chance de ser campeã. Portugal aparece com 5,03% — números que refletem a diferença de trajetória dos dois times no torneio até aqui.

Mas o que Hayes levanta vai além de estatísticas. É sobre o que esses dois jogadores representam: uma geração que recusou envelhecer no ritmo normal. Messi e Ronaldo cuidam dos corpos com uma disciplina que está moldando a próxima geração — ela cita Erling Haaland como exemplo de quem já absorveu essa mentalidade.

A pergunta que fica no ar: e se a Copa de 2026 não for o capítulo final? E se ainda houver mais uma?