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Paraguai sai da Copa com recorde que ninguém quer: quase metade dos passes errados

A Albirroja perdeu para a França por 1 a 0 nas oitavas e deixa a Copa com as duas piores taxas de passes errados da história do torneio, segundo a Opta.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre resultado de França na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

Sair da Copa do Mundo já dói. Sair com o pior índice de passes errados da história do torneio dói mais ainda.

O Paraguai perdeu para a França por 1 a 0 nas oitavas de final e voltou para casa carregando um recorde negativo em dobro. Segundo dados da Opta — coletados desde 1966 —, a Albirroja registrou as duas maiores taxas de erros de passe da história das Copas em dois jogos desta edição: 46,1% contra a Turquia e 45,9% contra os franceses.

Não é coincidência. Em ambos os casos, a retranca foi a escolha tática. Contra a França, o nível do adversário empurrou o Paraguai para trás desde o apito inicial. Contra a Turquia, a expulsão de Almirón — pela chamada "lei Vini Jr." — transformou o jogo num exercício de sobrevivência. Menos posse, menos passes, mais erros.

Mas a mesma postura defensiva gerou um número que impressiona pelo lado positivo: 26,4 desarmes por partida em média, ainda segundo a Opta. É a maior marca de uma equipe numa Copa desde a Argentina de 2006, que registrou o mesmo número.

A campanha, no geral, não foi vergonhosa. O Paraguai levou 4 a 1 dos Estados Unidos na estreia, mas se recuperou, bateu a Turquia por 1 a 0, empatou com a Austrália e avançou de fase. Caiu para uma França que, pelo modelo da Golmetria, tem 13,8% de chance de levantar a taça — um dos favoritos reais ao título.

O Paraguai jogou como pôde. O problema é que "como pôde" significou errar quase um passe a cada dois. E isso, a história não esquece.