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Ancelotti estreia sem Neymar contra Marrocos com 24 anos de jejum nas costas

Ancelotti enfrenta Marrocos na estreia sem Neymar e com 24 anos de jejum na bagagem. O que a história de 1994 diz sobre essa Copa do Mundo nos EUA?

Gráfico de dados original da Golmetria sobre novidade de Brasil na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, rostos identificáveis ou escudos.

Existe pressão maior do que carregar 24 anos de jejum numa Copa do Mundo disputada exatamente no mesmo país onde ele foi quebrado pela última vez? Carlo Ancelotti está prestes a descobrir.

O técnico italiano assume o Brasil numa missão que o The Guardian define como ter "mais pressão do que o presidente" — e a estreia já vem com complicação embutida: Neymar fora, Marrocos na frente.

Não é qualquer adversário. Os marroquinos foram a primeira seleção africana a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo, em 2022. Estrear contra eles, sem o camisa 10 histórico, é exatamente o tipo de jogo que vira pesadelo antes de começar.

A história pesa dos dois lados. O Brasil não passa das quartas de final desde que Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo conquistaram o pentacampeonato em 2002. E quem viveu 2014 sabe o que aconteceu quando a Seleção chegou perto demais da glória em casa — o 7 a 1 contra a Alemanha, o Mineiraço, ainda dói. Neymar é o único sobrevivente daquele elenco, e ele assistiu ao pesadelo da arquibancada, machucado.

Marcio Santos, zagueiro do tetracampeonato de 1994, resume bem o que o torcedor sente: "Não tínhamos vencido em 24 anos. Tempo demais para o povo brasileiro", disse ele no documentário da Netflix sobre a Copa de 94. Agora são mais 24 anos de espera — e o torneio volta ao solo americano.

Ancelotti, segundo o The Guardian, chega ao cargo trazendo "alegria e entusiasmo". O modelo Golmetria coloca o Brasil com 91% de chance de avançar na fase de grupos — mas título é outra conversa: são 4,68% de probabilidade de levantar a taça. Suficiente para sonhar, insuficiente para garantir.

A história de 1994 diz que o Brasil já quebrou esse ciclo antes, no mesmo palco. Mas história não joga. Ancelotti joga. E a estreia contra Marrocos vai dizer muito sobre se esse Brasil tem alma de campeão ou só memória de saudade.