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A AFA fecha com Infantino — mas o que isso significa para o futuro das Copas do Mundo?

A federação argentina de Chiqui Tapia saiu em defesa de Infantino após o fracasso do projeto FFE, que pretendia privatizar os direitos comerciais das Copas.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre novidade de Argentina na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

A FIFA está em crise — e a Argentina escolheu um lado.

A Associação do Futebol Argentino (AFA), sob o comando de Claudio "Chiqui" Tapia, divulgou nesta sexta-feira um comunicado oficial de apoio à gestão de Gianni Infantino à frente da entidade máxima do futebol mundial. O gesto chega num momento delicado: a FIFA enfrenta forte oposição da UEFA e ameaças de boicote depois do fracasso do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), segundo o Marca.

O FFE era uma proposta ousada — e polêmica. A ideia era abrir espaço para investidores privados na gestão dos direitos comerciais das futuras Copas do Mundo. A UEFA e a AFC resistiram com força, e a FIFA acabou dando marcha atrás. Foi só depois desse recuo que a AFA soltou sua nota.

No comunicado, a federação argentina celebrou o abandono de uma iniciativa que gerava, nas suas próprias palavras, "muito mais incertezas do que certezas". Também elogiou o que chamou de gesto de governança: a "assunção dos erros cometidos no processo e o pedido de desculpas" às 211 federações membros, segundo o Marca.

Mas o apoio vai além da crise pontual. A AFA foi categórica ao ratificar sua aliança política com Infantino, destacando uma década de transformações na FIFA sob sua liderança.

O modelo da Golmetria coloca a Argentina como segunda favorita ao título da Copa do Mundo 2026, com 6,92% de chance de ser campeã — atrás apenas de uma seleção. No mercado, a cotação americana de +1000 reflete uma probabilidade implícita de 9,09%.

Na política do futebol, como em campo, a Argentina raramente fica em cima do muro. A questão agora é saber se esse apoio a Infantino vai pesar nas próximas batalhas institucionais — e se o modelo de Copa do Mundo que está sendo desenhado para 2030 e além vai de fato beneficiar quem hoje defende o status quo.