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O árbitro da final da Copa se aposentou uma semana depois — e a carreira dele é um filme à parte

Slavko Vincic, árbitro esloveno de 46 anos que apitou a final entre Espanha e Argentina, anunciou aposentadoria. Relembre sua carreira e o passado polêmico.

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Sete dias depois de apitar a final mais importante do futebol mundial, Slavko Vincic pendurou o apito. O esloveno de 46 anos, árbitro da decisão entre Espanha e Argentina no dia 19, anunciou sua aposentadoria nesta segunda-feira pela Federação Eslovena de Futebol.

"Uma semana após a final da Copa do Mundo nos EUA, Slavko Vincic encerrou oficialmente sua histórica carreira de árbitro no auge do esporte", escreveu a Federação em seu site.

Saída no pico. Faz sentido. Vincic estava no quadro da Fifa desde 2010 e construiu um currículo de respeito: apitou as quartas de final da Champions League 25/26, entre Bayern e Real Madrid, e também a grande final de 23/24 — aquela em que o Real bateu o Borussia Dortmund por 2 a 0 e levantou a taça.

Na Copa do Mundo de 2026, ele esteve presente desde o começo. Apitou os playoffs de classificação, e sua estreia na fase de grupos foi justamente o empate do Brasil com Marrocos, 1 a 1 — partida em que amarelou Ibañez e Casemiro. Também comandou Jordânia 1x2 Argélia e México 2x0 Equador antes de chegar à final, que terminou com o bicampeonato da Espanha.

Mas a trajetória de Vincic tem uma sombra que não some com o tempo. Em maio de 2020, ele foi detido pela polícia da Bósnia e Herzegovina durante uma operação contra tráfico de drogas e prostituição em Bijeljina. No local, segundo a imprensa eslovena, foram apreendidos dez pistolas, 14 pacotes de cocaína e mais de dez mil euros. Vincic foi liberado após interrogatório — mas o episódio nunca deixou de acompanhá-lo.

Ele se foi com a final do mundo no currículo. A pergunta que fica: o legado de Vincic vai ser lembrado pelo apito ou pela festa de 2020?