O Brasil gasta menos que a Grécia na janela — e isso diz muito sobre o futebol nacional
Com 54,3 milhões de euros investidos, o Brasileirão aparece na 13ª posição mundial em contratações na janela de meio de ano, segundo o Transfermarkt.

O país do futebol está na 13ª posição. Não no ranking da FIFA — mas no de quem mais abre o bolso na janela de transferências de meio de ano. E isso dói.
Segundo levantamento do Blog do Rafael Reis com dados do Transfermarkt, os 20 clubes do Brasileirão acumularam 54,3 milhões de euros em contratações nesta janela. Parece muito? Não é. Campeonatos da Grécia e da República Tcheca já investiram mais do que o futebol brasileiro neste período.
O ritmo é lento — e a justificativa de que a janela acabou de abrir oficialmente não cola. Os clubes já podiam negociar compras e vendas antes disso; só não podiam registrar os reforços. Ou seja, o tempo não é o problema.
O reforço mais caro do Brasil neste meio de ano é Gabriel Pec, contratado pelo Cruzeiro por 10,5 milhões de euros. Um número que, em qualquer liga europeia relevante, mal pagaria um reserva.
Globalmente, a janela já movimenta R$ 26 bilhões. O Brasil, pentacampeão mundial, observa de longe.
A pergunta que fica: quando o futebol brasileiro vai parar de exportar talentos para a Copa do Mundo e começar a retê-los — ou ao menos competir de igual para igual no mercado? O hexa não se constrói só com camisa amarela.