Brasil é amplo favorito contra a Noruega
De Opta a Nate Silver, modelos e analistas apontam favoritismo brasileiro nas oitavas. Haaland é o principal fator de risco.
Os principais modelos estatísticos da Copa convergem sobre Brasil x Noruega, domingo, no MetLife Stadium: o supercomputador da Opta dá 64% de chance de classificação à Seleção, conforme publicou a Exame; o PELE, modelo de Nate Silver no Silver Bulletin, calcula 63%; e o Golmetria, 61%. São metodologias diferentes chegando a respostas muito próximas.
Os analistas acompanham. Nas previsões editoriais para as oitavas — de sites de análise tática a colunas de palpites nos Estados Unidos e na Europa —, o padrão se repete: Brasil classificado, com respeito explícito ao adversário. A leitura comum cita a profundidade do elenco brasileiro e a capacidade de decidir jogos grandes, demonstrada na virada sobre o Japão nos minutos finais da segunda fase.
O principal fator de risco apontado é Erling Haaland. A Noruega vem de vitória sobre a Costa do Marfim, marcou em todos os seus quatro jogos nesta Copa e tem, além do centroavante, a organização de Martin Ødegaard no meio-campo. Parte dos analistas considera a prorrogação um cenário realista: nas simulações dos modelos, cerca de um em cada três cenários termina sem classificação brasileira.
Há ainda o fator desfalque. Sem Lucas Paquetá, cortado do torneio por lesão na coxa, Carlo Ancelotti terá de reorganizar o meio-campo diante de uma equipe que se apoia na transição rápida.
O quadro geral, portanto, é de favoritismo claro, mas não absoluto. Na leitura dos analistas, a profundidade do elenco favorece o Brasil ao longo de 90 ou 120 minutos; o poder de decisão do ataque norueguês é o principal contrapeso.
A partida será disputada domingo, às 17h de Brasília. Análise, não garantia — em jogo único, o favoritismo não determina o resultado.