Dibu Martínez admite que nunca tinha sentido isso antes: a crise silenciosa do goleiro campeão do mundo
Com dedo fraturado e cinco gols sofridos, Dibu Martínez admite insatisfação com seu desempenho na Copa 2026 e quer reencontrar o protagonismo contra a Suíça.

Ele salvou a Argentina na final do Catar. Defendeu pênaltis contra Holanda e França. Virou símbolo de uma geração. Mas, nesta Copa do Mundo, Emiliano Dibu Martínez está incomodado — e não esconde.
Depois da virada argentina por 3 a 2 sobre o Egito, o goleiro do West Ham foi honesto demais. "Nunca tinha tido essa sensação de ir para casa sem ter contribuído com a seleção", disse, segundo o ge. "Acho que minha hora vai chegar."
A comparação com 2022 é cruel. Há quatro anos, Dibu havia sofrido apenas três gols ao chegar às quartas de final — e com um jogo a menos, já que a fase de 16avos foi criada só agora. Em 2026, já são cinco, sendo quatro só no mata-mata: dois contra Cabo Verde, dois contra o Egito.
Mas há um contexto que explica parte do problema. No aquecimento da final da Liga Europa, Dibu fraturou o dedo anelar da mão direita. Jogou machucado, ficou fora dos amistosos pré-Copa e chegou ao torneio ainda se recuperando. "O fisioterapeuta deve ter enfaixado meu dedo umas 75 vezes", revelou o goleiro. "Não fiz cirurgia e foi a melhor decisão."
O próprio Dibu tenta manter a cabeça no lugar. "Haverá uma partida pelo caminho em que não sofreremos tanto", garantiu. E ele quer que essa partida seja já — contra a Suíça, no próximo sábado, em Kansas City.
O modelo da Golmetria dá à Argentina 22,3% de chance de título — a maior entre todas as seleções ainda na Copa. Para chegar lá, o Dibu que venceu o mundo em 2022 precisa aparecer. A Argentina pode até avançar sem ele brilhar. Mas, para ser campeã de novo, vai precisar do goleiro que o mundo conhece.