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FA e FAW viram as costas para Infantino — e o futebol mundial pode nunca ser o mesmo

FA e FAW anunciam que não apoiarão reeleição de Infantino na Fifa. Entenda a crise de governança que sacude o futebol mundial às vésperas da Copa 2026.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre novidade de Inglaterra na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

A crise na cúpula do futebol mundial ganhou um novo capítulo — e desta vez quem puxou o gatilho foram duas das federações mais tradicionais do planeta.

Inglaterra e País de Gales anunciaram que não apoiarão a reeleição de Gianni Infantino na Fifa. A FA foi a primeira a dar o sinal, divulgando um comunicado no sábado em que cobrava "uma revisão completa e robusta da liderança e da governança da Fifa para garantir que o futebol mundial seja administrado com transparência". Depois, formalizou a retirada do apoio ao cartola ítalo-suíço.

A FAW foi ainda mais direta. A federação galesa acusou Infantino de "não colocar os interesses do futebol em primeiro lugar" — e classificou isso como uma falha inaceitável. O comunicado não deixou margem para interpretação: "as recentes falhas na boa governança, nos processos, na liderança, nos valores, na gestão das partes interessadas, na comunicação e no bom senso nos levaram a uma situação em que o Sr. Infantino perdeu a confiança da FAW", diz o texto.

O timing não é coincidência. O racha vem poucos dias depois de a Fifa abandonar o projeto de criar uma subsidiária — a Fifa Forward Enterprise — que venderia entre 20% e 30% de seus direitos comerciais, incluindo os da Copa do Mundo, a investidores privados. A proposta havia sido apresentada como um plano de repasses às 211 federações filiadas, mas não sobreviveu à pressão interna.

Enquanto isso, a seleção inglesa chega à Copa do Mundo 2026 como uma das favoritas: o modelo da Golmetria coloca a Inglaterra com 6,76% de chance de título — e 93,41% de probabilidade de chegar às quartas de final. No mercado, a cotação implica cerca de 10,98% de chances para os ingleses levantarem a taça.

Mas agora a pergunta vai além do campo: com a federação em rota de colisão com a Fifa, qual será o preço político dessa briga para a Inglaterra dentro e fora da Copa?