Infantino está ganhando a batalha na FIFA — e o México está do lado dele
Após recuar no projeto de privatização, Infantino ganhou aliados em África, Concacaf, AFA e México. Mas a UEFA ainda ameaça boicote à Copa do Mundo.

A crise na FIFA parecia engolir Gianni Infantino. Agora, ele está de volta ao jogo — e com aliados de peso.
Tudo começou quando o presidente suíço-italiano anunciou a possibilidade de vender participações privadas em torneios da FIFA, tanto de clubes quanto de seleções, por meio de uma estrutura batizada de FIFA Forward Enterprise. A proposta rasgou a federação ao meio.
Mas Infantino recuou. Reconheceu publicamente o erro, retirou o projeto e foi buscar apoio onde podia. Encontrou. África, Concacaf, associações asiáticas, a AFA e o México fecharam com ele — e o suíço voltou a se posicionar com força de olho nas eleições de março de 2027, segundo o Olé.
O problema? A UEFA não esqueceu. O bloco europeu, liderado por Aleksander Ceferin, mantém na mesa a possibilidade de boicote a torneios da FIFA enquanto não tiver garantias de que a ideia de comercializar participações no Mundial jamais voltará à pauta. A desconfiança, segundo o Olé, é total.
Para o México, a posição tem peso duplo. O país é um dos três anfitriões da Copa do Mundo de 2026 — ao lado de Brasil e Estados Unidos — e tem interesse direto na estabilidade da FIFA. Qualquer turbulência institucional afeta diretamente a organização do torneio que acontecerá em casa.
O modelo da Golmetria coloca o México com 1,52% de chance de título nas casas de apostas — número que reflete mais a realidade competitiva do que qualquer posição política dentro da FIFA.
A batalha institucional ainda não acabou. A UEFA segue de olho em cada movimento de Infantino. E com a Copa de 2026 se aproximando, o tempo para resolver essa guerra nos bastidores está diminuindo rápido.