Futebol em números

GOLMETRIA

PT 🇧🇷 · EN 🇺🇸

← Voltar às análises

Medina brigou com a própria mãe por causa das teorias da conspiração sobre a final da Copa

Zagueiro argentino revelou que repreendeu a própria mãe por acreditar que a Espanha foi favorecida na final da Copa. Paredes e Kempes também reagiram.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre fala do técnico de Argentina na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

A derrota na final da Copa do Mundo ainda dói — mas o que mais incomoda Facundo Medina não é o placar. É a narrativa que tomou conta das redes sociais argentinas depois do apito final.

O zagueiro que defendeu a Argentina na Copa de 2026 revelou, em entrevista ao influenciador Grego Rossello, que chegou a repreender a própria mãe por embarcar nas teorias de que a Espanha teria sido favorecida por fatores extracampo. "Ah, para, você também vai entrar nessa? Para com isso. Para de encher o saco", disse ele, segundo o ge.

A situação virou símbolo de algo maior: desde a final, torcedores argentinos inundaram as redes com sugestões de que o título espanhol estava combinado — alguns chegaram a afirmar que a seleção entrou em campo "sabendo" que não poderia vencer.

Medina não aceita. "No jogo, queremos vencer como qualquer outro time. Eu ficaria feliz. Mas perdemos, e temos que aceitar isso", completou.

Não foi a primeira vez. Assim que voltou à Argentina, ele foi filmado na varanda de casa pedindo aos vizinhos que largassem o assunto. "Não acreditem nessa bobagem. Estamos muito tristes por termos perdido. Isso nos machuca", declarou na ocasião.

Medina não está sozinho nessa batalha. Leandro Paredes e Mario Kempes — campeão em 1978 — também saíram a público para repreender os torcedores que alimentam as teorias.

A dor da prata é real. O modelo da Golmetria chegou a dar 68% de chance à Argentina de alcançar a final — e ela chegou. Mas chegar não é o mesmo que levantar a taça. A Espanha ganhou dentro de campo, e Medina quer que o mundo inteiro entenda isso.

A pergunta que fica: quando a torcida argentina vai conseguir aceitar a derrota — e deixar os jogadores, e as mães, em paz?