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México e Argentina trocam a briga com a Uefa por uma aliança com Infantino — e isso vai além do futebol

As federações de México e Argentina escolheram o lado de Infantino na crise da Fifa. Entenda o que está em jogo dentro e fora de campo.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre resultado de Argentina na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

A política da Fifa raramente poupa o torcedor de surpresas — e esta semana não foi diferente.

Enquanto a Uefa lidera uma pressão organizada por mudanças na governança da entidade, após o colapso do projeto Fifa Forward Enterprise, México e Argentina foram na direção contrária: as duas federações declararam apoio público a Gianni Infantino, segundo apuração do Trivela.

O gesto não é pequeno. México e Argentina são duas das maiores forças das Américas — dentro e fora de campo. Quando escolhem um lado numa disputa desse tamanho, o recado chega alto.

Do lado esportivo, os dois países chegam à Copa do Mundo em situações bem diferentes. O modelo Golmetria coloca a Argentina com 6,92% de chance de título — e impressionantes 68,35% de probabilidade de chegar à final. O México, por sua vez, aparece com chances zeradas a partir das quartas de final, apesar de garantir a fase de grupos com folga.

São rivais no campo e aliados nos bastidores. Essa combinação raramente é coincidência.

A questão que fica: até onde vai essa aliança — e o que México e Argentina esperam ganhar com ela quando as decisões da Fifa sobre o futuro do futebol mundial forem tomadas?