Portugal de olho no Brasil: a aposta milionária que pode mudar o futebol português
Presidente da Liga portuguesa quer transformar os direitos internacionais de TV num negócio global. Brasil está entre os principais mercados na mira.

O futebol português está prestes a dar um salto que pode redefinir o seu peso no mercado global de televisão. Reinaldo Teixeira, presidente da Liga portuguesa, não tem dúvidas: "A centralização vai ser o maior negócio de sempre da televisão em Portugal", declarou ao jornal Expresso.
O processo já tem regulamento e chave de distribuição aprovados. Agora, segundo Teixeira, é hora de partir para a venda. O plano prevê três leilões em sequência: primeiro a produção, depois os direitos domésticos e, por fim, os direitos internacionais — a joia da coroa. Tudo concentrado, em grande parte, na temporada 2026/27.
E é aqui que o Brasil entra na conversa.
A Liga portuguesa identificou os Estados Unidos, o Brasil e a Indonésia como os principais mercados compradores. Há ainda um leilão específico planejado para a diáspora portuguesa espalhada pelo mundo. A ambição é clara: levar o produto a todos os cantos do planeta.
Os números do contexto ajudam a entender o tamanho do desafio — e da oportunidade. Segundo Teixeira, na La Liga, 46% da receita total vem de direitos internacionais. Na Premier League, esse número sobe para 76%. Em Portugal, hoje, são cerca de 5%. O espaço para crescer é enorme.
O mercado também enxerga Portugal com interesse na Copa do Mundo de 2026: as odds apontam para uma probabilidade implícita de cerca de 7,5% de título — um número que reflete uma seleção competitiva, mas longe do favoritismo absoluto.
Se a Liga conseguir transformar esse interesse global em contratos de TV robustos, o futebol português pode chegar à Copa de 2026 não só com Cristiano Ronaldo em campo, mas com uma estrutura financeira completamente diferente nos bastidores. O leilão vai mostrar quanto o mundo realmente quer ver Portugal jogar.