Futebol em números

GOLMETRIA

PT 🇧🇷 · EN 🇺🇸

← Voltar às análises

Tapia quer Copa do Mundo 2030 com 64 seleções — e a Argentina no centro de tudo

Presidente da AFA revela plano para ampliar a Copa de 2030 de 48 para 64 equipes e transformar a Argentina em sede de uma fase inteira do torneio.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre novidade de Argentina na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

Um jogo garantido em casa já seria motivo de festa. Mas Claudio Tapia quer muito mais.

O presidente da AFA revelou, em entrevista à TyC Sports, que está trabalhando para que a Copa do Mundo 2030 seja disputada com 64 seleções — e que a Argentina seja sede de uma fase inteira do torneio, sem custo algum para o Estado. "Estamos trabalhando para ter uma fase completa, que seja com 64 equipes, e com zero custo para o Estado", disse Tapia.

A situação atual já é inédita: a Copa de 2030 terá seis países e três continentes. Portugal, Espanha e Marrocos formam o núcleo principal, enquanto Argentina, Uruguai e Paraguai receberam a garantia de sediar uma partida cada — uma homenagem ao centenário do primeiro Mundial, disputado exatamente nesses países sul-americanos em 1930.

Mas Tapia não se contenta com o simbólico. O argumento dele tem lógica: se o torneio crescer de 48 para 64 equipes, as sedes europeias e africanas ganham quatro partidas a mais para rentabilizar os bilhões investidos em infraestrutura. Todo mundo sai ganhando — pelo menos na teoria.

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, já havia jogado publicamente a ideia de ampliar o torneio para 64 seleções, segundo o Olé. A FIFA, por ora, mantém o formato de 48 equipes, o mesmo da Copa de 2026.

E Tapia deixou escapar uma ambição pessoal no meio do discurso: quer continuar na presidência da AFA até 2030 para ver o projeto sair do papel — o que exigiria uma reeleição em assembleia.

Enquanto o debate sobre o formato segue aberto, o modelo Golmetria coloca a Argentina como uma das favoritas ao título em 2026, com 6,92% de chance de ser campeã. O Uruguai, por sua vez, aparece em situação bem mais delicada nas projeções.

O centenário do futebol mundial está chegando. A questão é: quem vai decidir como ele será celebrado — a história ou a política?