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Ancelotti já enfrentou Haaland oito vezes — e o Brasil vai herdar tudo que o treinador aprendeu

Oito confrontos, um manual. O ge mapeou o que Ancelotti fez para tentar conter Haaland — e o que isso significa para Brasil x Noruega nas oitavas.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre suspensão de Brasil na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

Antes de ser problema do Brasil, Haaland já foi dor de cabeça de Ancelotti. Oito vezes. E o técnico italiano saiu desses duelos com um manual não escrito sobre como — ou pelo menos tentar — conter o norueguês.

Nas oitavas de final da Copa do Mundo, no próximo domingo, Brasil e Noruega se encontram. E Ancelotti reencontra o "Cometa".

O ge levantou todos os confrontos: dois vitórias para o treinador, quatro empates, duas derrotas — entre Real Madrid x Manchester City e Napoli x Red Bull Salzburg. O placar não é o mais revelador. O método, sim.

A lição mais repetida foi clara: não marcar Haaland individualmente, mas cortar o oxigênio que chega até ele. "Nosso plano de jogo não é parar um jogador específico. É parar o time inteiro", disse Ancelotti antes da semifinal da Champions de 2023. O Real empatou em 1 a 1 naquela noite — e Haaland mal tocou na bola em condições de finalizar, segundo o The Guardian.

O segredo daquele jogo tinha nome: Rüdiger. O zagueiro alemão foi escalado como marcador-sombra do norueguês, sempre com cobertura dos companheiros. Funcionou tão bem que o próprio Rüdiger ficou surpreso ao ser preterido no jogo de volta. "No primeiro jogo, acho que todos nós fizemos um ótimo trabalho ao anular o Haaland", disse o defensor. O Real perdeu o segundo duelo por 4 a 0 — mas Haaland não foi o protagonista da goleada.

Na temporada seguinte, Ancelotti repetiu a receita: bloco baixo, linhas compactas, Rüdiger no corpo do atacante. O Times comparou a estratégia à usada pelo Arsenal semanas antes, quando o City ficou no 0 a 0 pela Premier League. Deu empate, classificação nos pênaltis. "Era uma questão de sobrevivência", admitiu o treinador.

O único confronto em que o plano desandou foi o mais recente, em 2025 — sem Rüdiger disponível, Haaland marcou duas vezes. A ausência do zagueiro pesou.

Agora, quem entra nessa equação é Gabriel Magalhães. O zagueiro do Arsenal conhece Haaland da Premier League — e Ancelotti conhece o problema de perto. O modelo da Golmetria dá ao Brasil 5,54% de chance de título, o que coloca cada passo nessa chave como decisivo para o sonho do hexa.

A estratégia ainda é mistério. Mas o histórico diz que Ancelotti não vai mandar alguém parar Haaland — vai mandar o Brasil inteiro fazer isso.