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Do trauma no Arsenal a herói da Copa: a virada de Nicolas Pépé que ninguém esperava

Autor dos dois gols contra Curaçao, Pépé revelou ao L'Equipe que chegou a considerar largar o futebol após passagem traumática pelo Arsenal.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre suspensão de França na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

Tinha tudo para dar errado. E por muito tempo, deu.

Nicolas Pépé chegou ao Arsenal em 2019 como a contratação mais cara da história do clube — 80 milhões de euros. Saiu quatro anos depois sem deixar saudade, com apenas 27 gols em 112 jogos. Mas o que machucava mais não era o número: era o que ficou por dentro.

"No Arsenal, sofri uma espécie de trauma, como se minha paixão tivesse sido arrancada de mim; eu sentia repulsa pelo futebol", desabafou o atacante ao jornal francês L'Equipe em julho de 2024. Ele chegou a questionar o sentido da própria carreira. "Duvidei de mim mesmo a ponto de considerar desistir de tudo", disse.

A pressão do preço pesou. "Eu não pedi para gastarem 80 milhões de euros em mim", lembrou Pépé. "Por esse preço, as pessoas não se importam de onde você vem, elas querem que você mostre resultados imediatamente."

A reconstrução veio aos poucos — pelo Trabzonspor, da Turquia, e depois pelo Villarreal, da Espanha, onde reencontrou o futebol e renovou o contrato até 2028.

Na seleção da Costa do Marfim, o caminho também não foi simples. Um comentário provocativo sobre o histórico de Marrocos na Copa Africana das Nações gerou polêmica, e Pépé ficou fora da edição de 2025 da competição. O técnico Emerse Faé garantiu que não era punição esportiva, e o atacante voltou a ser convocado. Chegou à Copa do Mundo — e respondeu em campo.

Contra Curaçao, marcou os dois gols da vitória que carimbou a classificação marfinense para o mata-mata. Nascido na França, o ponta-direita que brilhou no Lille antes de se perder em Londres finalmente encontrou seu palco.

Agora a Costa do Marfim enfrenta a segunda colocada do Grupo I — que será França ou Noruega — na próxima terça-feira, no Estádio de Dallas. O modelo Golmetria coloca a França com 12% de chance de título, o que torna qualquer tropeço no mata-mata uma possibilidade real.

Pépé x França. O país onde nasceu, no país que o acolhe. Tem roteiro melhor?