A França que Deschamps nunca deixou existir está dominando a Copa do Mundo
Pelo menos três gols em cada um dos últimos quatro jogos. A França de Deschamps mudou — e pode ser a mais perigosa de todas.

Por 14 anos, Didier Deschamps construiu seleções francesas à base de controle, disciplina e pragmatismo. Times que engenheiravam vitórias, não as improvisavam. Funcionou: uma final de Eurocopa em 2016, o título mundial em 2018, outra final em 2022. Mas a França que está em campo na Copa do Mundo de 2026 é outra coisa.
Segundo o The Guardian, Deschamps está deixando Mbappé, Olise e Dembélé conduzirem o espetáculo — e os resultados aparecem. Os Bleus marcaram pelo menos três gols em cada um dos últimos quatro jogos, e a impressão que fica é que poderiam ter feito mais se não tivessem ficado sem tempo, energia ou simplesmente interesse em continuar.
A metáfora é certeira: é como um gato que encurralou o rato e brinca com ele antes do bote final. Cruel? Não. Calculado? Completamente.
O mais intrigante é que, mesmo dominando, a França ainda parece estar descobrindo o que quer ser nesta Copa. Como um estudante de arte com talento óbvio que ainda experimenta forma e estilo — o resultado já impressiona, mas o melhor pode estar por vir.
O modelo da Golmetria coloca a seleção francesa com 12,67% de chance de título — terceiro maior entre todos os participantes. O mercado enxerga algo parecido, com probabilidade implícita em torno de 14,71%.
Se essa versão mais solta, mais criativa e mais perigosa da França continuar evoluindo, a pergunta não é se os Bleus chegam longe. É até onde esse time ainda não testado nos momentos decisivos consegue ir quando o jogo de verdade começar.