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O gol que o VAR apagou e a frase que partiu o coração: 'Não sei por que somos tão azarados'

Gol anulado nos acréscimos deixa o Irã à beira da eliminação. Lateral Rezaeian pede perdão ao povo iraniano em cena emocionante na Copa do Mundo.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre resultado de Croácia na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

Nos acréscimos, a bola entrou. A festa começou. Aí veio o VAR — e levou tudo.

O Irã empatou com o Egito em 1 a 1 na madrugada deste sábado, em Seattle, e o gol de Khalilzadeh que garantiria a classificação foi anulado por impedimento milimétrico. O resultado deixou a seleção iraniana — invicta na Copa do Mundo — na beira do precipício.

Ninguém sentiu o peso do momento mais do que o lateral Rezaeian, 36 anos, veterano do Foolad FC. Visivelmente abalado na saída de campo, ele não segurou as palavras, segundo o ge: "Não sei por que somos tão azarados. Nosso povo merece muito mais". E foi além: "Estávamos preparados para morrer, só queríamos fazer nosso povo feliz". Por fim, o pedido que resumiu tudo — "Perdoem-nos".

Três empates. Nenhuma derrota. E ainda assim, fora da Copa.

É isso que pode acontecer com o Irã, que enfrenta ainda os bastidores de uma Copa turbulenta: problemas de logística, protestos e restrições de entrada nos Estados Unidos, conforme apurou o ge.

Atualmente o sexto melhor terceiro colocado, com três pontos e saldo zero, os iranianos ainda passam — mas a tarde deste sábado pode mudar tudo. A combinação que os elimina envolve vitórias de Congo e Croácia, mais um empate entre Argélia e Áustria. Se algum desses jogos tiver um vencedor claro, o Irã respira.

Enquanto isso, o Senegal já resolveu sua vida com uma goleada de 5 a 0 sobre o Iraque em Toronto, segundo a Trivela, e avança como terceiro colocado. O modelo da Golmetria coloca os senegaleses com 46% de chance de chegar às oitavas — números que fazem jus à goleada.

O Irã jogou bonito, como disse o próprio Rezaeian. Agora, só resta torcer — e esperar que o VAR não apareça mais uma vez quando menos se precisa.