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O português que foi mais longe que Portugal na Copa do Mundo 2026

Assistente técnico de Marrocos, João Sacramento chegou às quartas de final da Copa 2026 enquanto Portugal caía nas oitavas. Veja o que ele disse ao Record.

Gráfico de dados original da Golmetria sobre novidade de Marrocos na Copa do Mundo, em estilo premium de jornalismo de dados; sem fotos reais, sem semelhança de pessoas reais e sem escudos.

Portugal saiu nas oitavas. Marrocos foi às quartas. E no banco marroquino estava um português sorrindo.

João Sacramento, treinador adjunto da seleção africana, viveu uma Copa do Mundo 2026 que seu próprio país não conseguiu. E ele mesmo admite que a ironia não tinha passado pela cabeça: "não tinha pensado sobre isso", disse ao Record.

Mas há mais. No jogo de Marrocos contra o Haiti, Sacramento reencontrou outro compatriota: João Pinheiro, que atuou como quarto árbitro. Dois portugueses, no mesmo jogo, do mesmo lado da chave — só que com camisas diferentes. "Foi para mim um orgulho ver um árbitro português no Campeonato do Mundo", contou Sacramento.

Sobre o desempenho de Marrocos, o adjunto rejeita qualquer leitura de decepção. Com mais equipes e mais uma rodada eliminatória nesta edição, ele argumenta que, em número de vitórias, a campanha foi equivalente à histórica de 2022 — o que, no formato anterior, equivaleria a uma semifinal.

E o crescimento marroquino não é acidente. "Não é sorte, existe aqui um trabalho muito forte por trás", afirmou Sacramento, citando um projeto de mais de uma década conduzido sob a liderança do rei Mohamed VI. Hoje, Marrocos figura como sexto no ranking mundial — e, segundo Sacramento, acabou de ultrapassar Portugal nessa lista.

O modelo da Golmetria já enxergava Marrocos como surpresa real: antes da Copa, a equipe tinha 35% de chance de chegar às quartas — e cumpriu exatamente isso. Portugal, por sua vez, encerrou sua participação antes do previsto pelos números.

A força de Marrocos, na visão de Sacramento, tem uma explicação simples: "não há espaço para egos". Numa Copa onde gigantes tropeçaram cedo, talvez seja exatamente isso que faz a diferença.

E a pergunta que fica: até onde esse projeto marroquino ainda pode chegar?