Maldini durou 16 dias na Itália — e agora o caos na Azzurri pode ter nome: Mancini
Maldini e Leonardo deixaram a federação italiana após a queda de Pirlo por vínculos com apostas. Mancini lidera a corrida para assumir a Azzurri.

Dezesseis dias. Foi o tempo que Paolo Maldini precisou para perceber que a reconstrução da Itália seria mais complicada do que parecia.
O lendário ex-zagueiro havia sido anunciado como diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (FIGC) em 11 de julho, com a missão de tirar a Azzurri do buraco — afinal, a Itália ficou de fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. Mas a saída de Maldini, confirmada pela Sky na Itália, escancarou o tamanho da crise.
O estopim foi a decisão de não contratar Andrea Pirlo como técnico. O motivo? Preocupações com os vínculos de Pirlo a uma empresa russa de apostas, segundo a Sky. Pirlo era a aposta de Maldini e de Leonardo — o ex-jogador brasileiro que havia sido contratado como assessor do diretor técnico. Com a queda de Pirlo, os dois foram junto.
Agora, o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, está no comando da busca pelo novo treinador. E o nome que aparece na frente é Roberto Mancini — o mesmo que levou a Itália ao título da Euro 2020 contra a Inglaterra, depois de mais de cinco anos à frente da seleção, antes de deixar o cargo em agosto de 2023. Mancini saiu do Al Sadd, do Catar, em junho e está disponível.
Antonio Conte também aparece como possibilidade, mas a Sky informa que não houve contato direto com ele. Pep Guardiola, por sua vez, já recusou o convite.
A Itália chega à Copa do Mundo de 2026 sem técnico, sem diretor técnico e sem uma identidade clara. Para uma seleção que já perdeu três classificações seguidas, o relógio não para — e cada dia sem resposta é mais um passo em falso.