Messi resolveu de novo contra o Egito — mas até quando os coadjuvantes da Argentina ficam devendo?
Argentina se classificou de forma dramática contra o Egito com Messi salvando o time mais uma vez. Mas até quando os coadjuvantes ficam devendo?

Pênalti perdido, time perdendo, pressão máxima — e Messi foi lá resolver. De novo.
A classificação argentina diante do Egito, nesta terça-feira, foi mais um capítulo de uma história que se repete desde o apito inicial desta Copa do Mundo: quando a Argentina aperta o calo, o camisa 10 aparece. O problema é o que acontece quando ele não está em dia.
Segundo a Trivela, nem o pênalti desperdiçado quando a equipe perdia por 1 a 0 tirou Messi do eixo. Coube a ele puxar a reação — mais uma vez sozinho, mais uma vez carregando o peso de uma seleção inteira nas costas.
E os coadjuvantes? Sumiram. Não é de hoje que a pergunta circula nos grupos de WhatsApp dos torcedores: onde estão os outros?
O modelo da Golmetria enxerga a Argentina como a segunda força do torneio, com 22,3% de chance de título — número que reflete potencial real, mas também uma dependência perigosa de um único jogador para transformar esse potencial em taça.
O mercado, por sua vez, é bem mais cético: a probabilidade implícita nas odds coloca a Argentina em apenas 7,5% de chance de ser campeã — uma divergência significativa que pode refletir exatamente essa fragilidade coletiva.
A fase eliminatória não perdoa. Contra equipes organizadas, um Messi em noite ruim — ou simplesmente humano — pode não ser suficiente. A Argentina precisa que Di María, Mac Allister, Álvarez ou alguém apareça antes que seja tarde demais.
O relógio corre. E a Copa não espera por ninguém — nem pelo maior de todos.