Neymar virou mentor da Seleção — e Endrick já sente a diferença
Reserva e ainda lesionado, Neymar guia os jovens da Seleção nos bastidores da Copa 2026. Endrick conta como essa relação tem sido especial.

Por 13 anos, Neymar foi o herói da história. Na Copa do Mundo de 2026, o roteiro mudou — e talvez para melhor.
Convocado ainda em recuperação de lesão, o camisa 10 chegou ao torneio como reserva, arma para o segundo tempo. Mas o que acontece fora de campo pode ser tão valioso quanto qualquer jogada sua dentro dele.
Na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, nas oitavas, uma cena resumiu tudo: Neymar saiu do banco durante uma parada para hidratação, foi até Rayan e disse, direto, "vai para cima". Depois, foi ele quem puxou a comemoração no gol de Casemiro. Presente. Inteiro. Mesmo sem jogar.
Endrick, 19 anos, um dos mais jovens do grupo, não esconde o que esse contato representa. "Tenho uma relação muito boa com o Ney", disse o atacante. "A gente fica brincando depois dos treinos, jogando cartas, resenha. Ele falou comigo. É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da seleção. Pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa."
Neymar sempre foi referência técnica — a liderança que vinha do que ele fazia com a bola. Agora, a liderança vem do que ele fala, do que ele transmite. É outro tipo de protagonismo. Não menos importante.
O modelo da Golmetria coloca o Brasil com 7,55% de chance de título — e a Seleção já está nas quartas, com 61,6% de probabilidade de avançar. O caminho existe. E se Neymar não for o homem que vai decidir dentro de campo, pode ser exatamente o que prepara quem vai.