Paquetá fora, Raphinha em dúvida e um tabu de 28 anos: o Brasil chega às oitavas com mais perguntas do que respostas
Lesões complicam o plano de Ancelotti antes do duelo com a Noruega. Martinelli lidera a disputa pela vaga de Paquetá, mas o mistério persiste.

A Seleção chega às oitavas de final da Copa do Mundo com um problema que Ancelotti ainda não resolveu em público: quem substitui Lucas Paquetá, que provavelmente não joga mais no torneio?
Dois nomes disputam a vaga. Danilo, do Botafogo, foi testado no time titular na quinta-feira. Mas na sexta, segundo o ge, foi Martinelli quem ficou mais tempo com o time principal — e internamente é apontado como favorito. O mistério deve durar até o apito inicial, neste domingo, às 17h, em Nova Jersey.
Caio Ribeiro, da TV Globo, tem opinião formada: "O Danilo é um cara que marca, que preenche muito bem o meio e que chega com qualidade lá na frente. Essa seria a minha escolha", disse o comentarista no Jornal da Globo. O argumento é defensivo — e faz sentido diante de uma Noruega que nunca perdeu para o Brasil em quatro jogos.
Raphinha, por sua vez, segue fora. O departamento médico da Seleção espera deixá-lo apto para uma eventual quartas de final, mas ele não deve enfrentar os noruegueses.
No meio disso tudo, Bruno Guimarães carrega o time. Quatro assistências em cinco jogos, titular absoluto — e uma história que poucos sabem: em fevereiro, o volante do Newcastle se recuperou de uma lesão grau 3 na coxa esquerda no CT do Atlético-MG, acompanhado pelo médico Rodrigo Lasmar. Por pouco não precisou de cirurgia. Chegou à Copa. E está brilhando.
Se Danilo for escalado, o Botafogo terá um titular na Seleção em Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998 — quando Bebeto jogou a final contra a França. Vinte e oito anos de espera.
O modelo da Golmetria dá ao Brasil 60,81% de chance de avançar às quartas. Quem passar enfrenta México ou Inglaterra em Miami, no dia 11 de julho. O caminho existe. Mas primeiro vem a Noruega — e o tabu que nenhuma geração brasileira conseguiu quebrar.