Wissa faz dois, Congo chega ao mata-mata pela primeira vez na história — e agora vai encarar a Inglaterra
Wissa fez dois, Congo classificou pela primeira vez na história e agora enfrenta uma Inglaterra que ainda preocupa na defesa. Tuchel foi avisado.

Cinquenta e dois anos depois de uma estreia traumática na Copa do Mundo — com uma goleada de 9 a 0 sofrida para a Iugoslávia em 1974 —, a República Democrática do Congo chegou ao mata-mata pela primeira vez na história. E o adversário na fase de 32 é ninguém menos que a Inglaterra.
O atacante do Newcastle Yoane Wissa foi o grande nome da classificação congolesa. Mesmo após o Uzbequistão abrir o placar com um lob de Shomurodov sobre o goleiro Mpasi, Wissa empatou de pênalti e o Congo virou com Fiston Mayele, antes de Wissa fechar o 3 a 1 em Atlanta — em frente a uma torcida que era majoritariamente congolesa, segundo a Sky Sports.
Do outro lado, a Inglaterra chegou às oitavas como líder do Grupo L, mas sem convencer. Bellingham marcou e deu assistência contra o Panamá, e Kane se tornou o maior artilheiro inglês da história das Copas — mas a defesa dos Three Lions deu sinais claros de fragilidade. A análise do The Guardian foi direta: a equipe de Tuchel corre risco real de eliminação precoce se continuar cedendo espaços como cedeu.
O próprio Tuchel reconheceu o caminho difícil à frente, mas prometeu reação: "the bigger the game, the bigger England will be", disse o treinador alemão.
O Congo não é adversário para se subestimar. Sob o comando de Sébastien Desabre, os Leopardos acumularam 29 jogos sem sofrer gol nos últimos quatro anos e têm no contra-ataque — com Wissa e Cedric Bakambu correndo nas costas das defesas — sua principal arma. Exatamente o tipo de jogo que pode expor a linha defensiva inglesa.
O modelo da Golmetria dá à Inglaterra 82,2% de chance de avançar às quartas — mas futebol não é matemática, e o Congo já provou que sabe jogar sob pressão.
A pergunta que fica: Tuchel vai consertar a defesa a tempo, ou os Leopardos vão fazer a Copa do Mundo tremer?