O alerta de Tim Vickery: a América do Sul pode estar entrando em um período difícil no futebol mundial
Colunista Tim Vickery vê resultado da Copa como sinal preocupante para a Conmebol. Brasil e Argentina têm desafios sérios antes de 2026.

Pela primeira vez em uma Copa do Mundo disputada na América do Norte, nenhuma seleção sul-americana levantou o troféu. Para Tim Vickery, colunista especializado no futebol do continente, esse dado não é coincidência — é sintoma.
Escrevendo para o Trivela, Vickery enxerga o torneio que encerrou no domingo como um sinal de alerta para a Conmebol. A Argentina chegou à final, mas foi amplamente dominada ao longo do jogo. E o que vem depois pode ser ainda mais preocupante: a tendência, segundo o colunista, é de um ciclo difícil para a Albiceleste nos anos que seguirem a era Lionel Messi — algo parecido com o que já aconteceu em outros momentos de transição geracional.
O Brasil também não sai ileso da análise. O recado de Vickery vale para os vizinhos sul-americanos de forma geral, e a Seleção tem seus próprios fantasmas para exorcizar antes da Copa do Mundo de 2026.
Os números do modelo Golmetria reforçam o cenário delicado: o Brasil aparece com probabilidade zero de chegar às quartas de final no torneio simulado, enquanto a Argentina, apesar do Elo mais alto, tem apenas 6,92% de chance de título — com quase 62% de probabilidade de terminar como vice.
No mercado, as odds também contam uma história curiosa: Brasil e Argentina aparecem com probabilidades implícitas parecidas, ambas abaixo de 11%, o que reflete a incerteza real em torno das duas maiores potências do continente.
A Copa do Mundo de 2026 está chegando. E a pergunta que Vickery coloca — e que nenhum torcedor sul-americano quer ouvir — é: o continente vai chegar preparado, ou vai assistir de fora mais uma vez?