O Tigre foi a Montevidéu, goleou por 3 a 0 e levantou a faixa das Malvinas — igualzinho à seleção
Jogadores do Tigre repetiram gesto da seleção argentina após vitória por 3 a 0 sobre o Nacional-URU em Montevidéu pela Copa Sul-Americana.

Não foi a seleção argentina. Mas o roteiro foi o mesmo.
Depois de vencer o Nacional-URU por 3 a 0 em Montevidéu, pelo duelo de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana, os jogadores do Tigre abriram uma faixa no gramado: "As Malvinas são argentinas". Nas arquibancadas, a torcida entrou no clima e entoou o canto "quem não pula é um inglês".
O gesto é cópia fiel do que a seleção argentina fez depois de bater a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo. Na ocasião, segundo o ge, a Fifa repreendeu os jogadores e sinalizou que medidas disciplinares poderiam ser aplicadas.
O motivo da polêmica tem raízes profundas. Argentina e Reino Unido travaram um conflito armado nos anos 1980 pela soberania do arquipélago das Ilhas Malvinas — chamadas de Falkland pelos britânicos. A guerra durou 74 dias, entre abril e junho de 1982, e deixou 907 mortos: 649 argentinos, 255 britânicos e três civis da ilha. O controle do território segue com os britânicos até hoje.
No campo da Copa do Mundo 2026, Argentina e Inglaterra aparecem como duas das favoritas ao título. O modelo da Golmetria coloca os argentinos com 6,92% de chance de levantar a taça e os ingleses com 6,76% — números próximos, mas a rivalidade entre os dois países vai muito além de probabilidades.
Enquanto as chaveamentos da Copa ainda não cruzaram os dois gigantes, o Tigre já tratou de manter a chama acesa. A faixa foi erguida em Montevidéu — e o recado foi dado bem longe de Wembley.