Argentina imparável, Inglaterra travada e uma surpresa chamada Japão: o que os números dizem antes da última rodada
Argentina sem sofrer gol, Inglaterra ineficiente e Japão surpreendendo. Veja o que os dados dizem antes da última rodada da fase de grupos da Copa 2026.

Uma finalização certa sofrida em dois jogos. É isso. A Argentina chega à terceira rodada da Copa do Mundo 2026 com a melhor marca defensiva do torneio — e ainda não levou gol. Enquanto isso, Messi desperdiçou um pênalti e a equipe ainda fez cinco gols. Assustador.
O modelo Golmetria, desenvolvido em parceria com o economista Bruno Imaizumi, dá à Argentina 20,1% de chance de título — e projeta o resultado mais provável contra a Jordânia como uma goleada por 4 a 0. A Jordânia perdeu as duas primeiras partidas e sofreu quatro gols, com a defesa mostrando fragilidade especial nas bolas aéreas, origem de 13 das 26 finalizações sofridas.
No Grupo L, a Inglaterra lidera com quatro pontos, mas deixou uma pulga atrás da orelha: 18 finalizações contra Gana, potencial estatístico para 1,14 gol segundo o ge, e nenhum tento. Ineficiência que custou dois pontos. O modelo dá 6,6% de chance de título aos ingleses — bem abaixo da cotação de mercado, que implica 13,3%. O Panamá, com zero ponto e zero gol, é o adversário, mas sua defesa surpreende: apenas 13 finalizações sofridas, números quase idênticos aos da própria Inglaterra.
No Grupo K, o Uzbequistão levou cinco de Portugal e três da Colômbia — sete gols sofridos, terceira pior marca entre 48 seleções. A RD Congo, que empatou com Portugal e perdeu para a Colômbia, enfrenta os uzbeques precisando vencer para sonhar. O modelo aponta 1 a 0 para os congoleses como cenário mais provável, segundo o ge.
E o Japão? Com 1,7% de chance de título pelo modelo, pode parecer pouco — mas a eficiência ofensiva dos asiáticos nesta Copa é um alerta real para quem cruzar o caminho deles no mata-mata.
A última rodada da fase de grupos resolve tudo. Quem sobrevive à pressão?